"Joal" in Santa Barbara

Tuesday, November 13, 2007

"Chapeau", maradona

Dois grandes momentos do Maradona. Um post e um título.

1) o título:

"Perdemos com um jogo, agora há que perder também a equipa"

mais esta frase: "Não sou uma pessoa de me meter na vida dos outros, mas acho que o Sporting devia contratar 17 jogadores quando o mercado reabrir em Janeiro:

dois guarda-redes, um defesa direito, um defesa esquerdo, três centrais, dois trincos, 4 extremos, um organizador de jogo, dois avançados e um caceteiro. Penso que não será necessário ir além disto."

2) o post:

Também tenho opinião sobre esse incidente
"Metafisicamente" falando, tenho precisamente a opinião contrária à do Luis, expressa neste post. Gostei da revolta do Bourbon contra o Índio. Já vou sentindo a falta de alguém capaz de mandar calar o "índio". Por isto e por aquilo, não se pode: que lhes ofende a dignidade, que são oprimidos, que são pobres, que são fracos, que depois não votam em nós. Detestei a falta de coluna (a vaidade, no fundo era a vaidade) do Zapatero (muito embora tenha apreciado a observação inteligente - "ordem em tom de pergunta" - do Filipe Nunes Vicente), com o cuidado de dizer que não há quem esteja mais afastado de Aznar que ele (mas admito que isto seja mania da perseguição). Depois há o caso do Daniel Oliveira, que vive abcecado em arranjar na direita contrapontos aos vilões da esquerda. Fala-se em Chavez, vem Bush. Fala-se em Fidel, vem Pinoche. Quando não as fotos dos apertos de mão oficiais. Não percebo a vantagem deste exercicio a não ser que não se tenha mais nada na manga. O maior problema de Fidel não é a sua ditadura, é a pobreza a que sentenciou o seu povo. O maior problema de Chavez não é o querer ser ditador ou tocar os píncaros do populismo, é ser anti-capitalista. É por isso que Bush e Chavez não são comparáveis: porque o primeiro - apesar da industria que se formou à conta da sua iniquidade - defende um sistema que tem a tendência para enriquecer as pessoas, e o outro defende um sistema que tende a empobrecer as pessoas, que luta contra as multinacionais, os ricos, contra quem tem dinheiro e contra quem tem poder, independentemente de isso ser justo ou útil. Eu sei que o Fukuyama não é muito bem visto, mas a verdade é que ninguém põe em causa, em nenhuma parte do mundo, as vantages da liberdade de expressão, da liberdade politica, da democracia, dos direitos do homem, etc, etc, etc. O mais parvo dos cubanos não acredita na "democracia cubana" de Fidel e Fidel sabe que o mais parvo dos cubanos não acredita no que ele diz; e é bastante provável que o mais sanguinolento dos ditadores em actividade esteja à frente de um país com os vocábulos "democracia" e "popular" e que de vez em quando simule umas eleições. Mas ninguém tem dúvidas sobre o mínimo que se deve exigir a um país razoável e decente. O que se discute e o que levanta os ânimos, por esse mundo fora (quando não cá em casa), e o que de facto estava em causa na troca de palavras entre o Rei e Chavez era, ainda e sempre, a eternamente renovável Utopia de esquerda contra o Capitalismo. O Rei espanhol deu um grito de desespero, um grito que eu queria ver mutiplicado por esse mundo fora: contra todas as utopiazinhas de esquerda que por aí espreitam, por todas as frestas do capitalismo (que são muitas, reconheça-se). É que essas utopias, ao contrário dos deficits controlados, bancos centrais, instituições financeiras, multinacionias com lucros "obscenos" e restante tralha (como as guerras que o capitalismo americano patrocina), vendem-se como paezinhos quentes, sem necessidade de argumentos, sem necessidade de publicidade, sem necessidade de lideres inteligentes ou sequer de factos: só de gente desesperada. Tenham uma boa noite.

2 Comments:

At 2:52 AM, Blogger Pedro Costa said...

Nao es do sporting! se defendes esta direcção nao és um ganhador, se defendes o freitas és do porto!

 
At 5:58 AM, Blogger Joao said...

argumentação demolidora, de facto

 

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